Cloud Dancer, a cor do ano 2026
- Davi Nogueira

- 9 de fev.
- 3 min de leitura
A Pantone anunciou sua Cor do Ano para 2026. Captar o espírito do tempo e antecipar as tendências culturais do ano seguinte é uma tarefa complexa. Ainda assim, todos os anos o Pantone Color Institute escolhe uma cor justamente com esse objetivo.

O instituto, reconhecido mundialmente como uma das principais autoridades no estudo das cores, na previsão de tendências e na consultoria para marcas, descreveu esse tom como “um branco leve e equilibrado, que transmite uma sensação de serenidade”.

À medida que a tecnologia se torna cada vez mais presente e dominante na vida cotidiana, o Cloud Dancer surge como uma representação de “uma influência calmante em uma sociedade frenética, que resgata o valor da ponderação, da reflexão silenciosa e do tempo para pensar”, afirmou à CNN Leatrice Eiseman, diretora executiva do instituto.
Segundo Eiseman, a cor também está “associada a novos começos” e “expressa o nosso desejo coletivo por um recomeço”.

Para a equipe de especialistas do instituto, tudo é analisado a partir da perspectiva da cor. Por isso, desde 1999, o programa busca “destacar como os acontecimentos da nossa macrocultura, em um determinado momento histórico, se manifestam por meio da linguagem das cores”, explicou Laurie Pressman, vice-presidente do instituto.

O processo de escolha da Cor do Ano envolve uma análise cuidadosa de referências culturais, políticas e de estilo contemporâneas. A partir disso, a equipe define uma família de cores e, em seguida, se concentra na seleção exata do tom — prestando atenção especial também ao nome escolhido.
“O nome da cor é fundamental. No instante em que você ouve um nome que descreve uma cor, automaticamente cria uma imagem mental”, afirmou Pressman.
Esse tom específico de branco, caracterizado por um “equilíbrio preciso entre subtons frios e quentes”, foi selecionado de forma criteriosa. Pressman acrescentou que, caso tivessem optado por um branco mais brilhante ou óptico, isso comprometeria a sensação de naturalidade, sinceridade e autenticidade buscada. Além disso, um branco excessivamente frio poderia remeter à esterilidade e ao isolamento. No contexto do design de interiores, Eiseman descreve o Cloud Dancer como “clareza sem frieza, estrutura sem rigidez”, ressaltando que ele combina especialmente bem com materiais naturais, como madeira e pedra.

Entre as escolhas anteriores da Pantone para a Cor do Ano estão o Mocha Mousse, eleito em 2025 — descrito como “um marrom suave, envolvido por um calor sensorial e acolhedor” — e o Peach Fuzz, de 2024, definido como “um tom claro e frutado que evoca paz e serenidade”.
Embora os tons de branco sejam presença constante na moda há muito tempo, Eiseman observa que o Cloud Dancer, em particular, reflete silhuetas volumosas e esvoaçantes, além do uso de tecidos naturais, como plumas e penas.

Algumas dessas tendências já podem ser vistas atualmente. Na edição deste ano do Met Gala, por exemplo, as penas apareceram em destaque em diversos looks, sendo o mais memorável o vestido branco de Diana Ross, com uma cauda impressionante de cerca de cinco metros. Já Emma Stone usou um vestido da Louis Vuitton com barra arredondada no Festival de Cinema de Veneza, enquanto a cantora e compositora Rosalía apostou em criações brancas, leves e minimalistas durante a divulgação de seu álbum aclamado pela crítica, “Lux”, no mês passado.
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